A música é a linha que une a nossa alma a nossa mente, é o que nos faz cair num profundo sono de amnésia, e contudo é capaz de despertar os nossos piores pesadelos. A música é a nossa parte mais obscura, é a nossa definição, um carimbo capaz de distinguir as pessoas.
A vida é um rochedo, uma montanha quebrada no silêncio da solidão, no desespero de aguentar firma e cada segundo. Não é nada além de tudo, é aquilo que recebemos sem nunca termos pedido, aquilo que desejamos prolongar a cada ano. Se tudo fosse apenas uma vida de que valeria sofrer para se poder alcançar a perfeição suprema, não seria egoísta? Só quero poder ser eu a cada instante sem nunca me perder no abismo, o abismo que leva ao fim de mim.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
10 musics about me
The music is the part that transcends the physical , taking us for a ball in our soul . It is our healing, our greatest desire.
The 10 songs about me
Let It Go - The Neighbourhood
Gap - The Kooks
Lithium - Nirvana
In Bloom/ About A Girl - Nirvana
Lullaby - Nickelback
Bad Blood - Bastille
Worth It - Fifth Harmony
Arabella - Arctic Monkeys
Love Hurts - Incubus
Scars - Papa Roach
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Abismo
Ele era a noite no lago,
Na queda do abismo, na sorte de saltar
Na ida da morte,
Nas lágrimas que não param de secar.
É o sol da escuridão, a madrugada
Nos teus olhos, nas tuas mãos.
É o frio a derrapar nas linhas da meada,
E o fim ou o nada?
É esse o amor do raio? Do fogo,
Da paixão, da luz nesse leito chamada caixão.
Ele era o herói que se perdeu na emoção,
Na emoção que doí sem se ver,
É a vida que faz sofrer,
É o vento a levar a dor,
A chamar por os ares gélidos do amor.
Quem és tu?
Quem és tu ?
És a pedra de gelo que carrego no coração,
És a vida do fim,
És o fim da vida,
És a catástrofe que derrama pelo chão,
Salta pela minha alma
Renasce no artico do vilão.
E eu fico sozinha, perdida,
Me encontras?
Aqui ou no fim da tua vida?
Um lugar sem ida
Amanhece a luz na escuridão
Caminha-se longe na nascente da morte
Cai a neve na campa, vai longe a bala de canhão
Leva água benta, crucifica-se a melodia do teu violão.
Quero voltar para o doce lar, a
música voa
É um pássaro no mar,
Que se esconde através da luz que
para o teu respirar
Oh luar, oh luar, indica-me o
caminho do norte
Quero voltar a essa terra que me
fez nevar,
Como quem queima o ar.
Foge o fogo da letra, foge da
paixão
Foge meu amor, foge do ceifeiro
que te quer levar
Acaba com isso, volta para o teu
altar
Que eu vou ter contigo a esse
lugar no alto do teu caixão.
Lavem o sangue, perde-se a vida
Fecha-se os olhos, solta-se o
suspiro
É o fim deste caminho, um lugar
sem ida
É o fim meu amor,
É o fim da vida.
Perfura na dor
Lá vai o vento, lá vai o mar,
Lá vai a dor que carrega o mastro,
Aquele que caiu do porão, aquele
meu amor,
Aquele que quebrou o teu respirar.
É esse o fim, talvez o dom da dor.
Ele caminha por entre o riso do
sol
Pisca como a lua entre o anzol,
Queima-se por dentro no fogo
Ai, aquele rapaz que me ama
Aquele que eu finjo amar,
Mas meu coração perfura na fama,
Na fama do outro que me faz
respirar,
Ele não me quer,
Tão pouco meu nome se recorda,
Talvez seja a noite a crescer,
Eu não sei, mas o verdejar
Chama por ele, para ele amar
É o canto da sereia,
Nas areias do deserto, na queda de
o achar
Na minha ilusão, na minha paixão.
É o fim para mim, para a rede do
fio
Do telefone que toca sem tocar,
Da vida que cresce sem eu desejar.
Oh tu, volta a mim, volta a noite,
Volta ao canto para eu respirar,
Cai do rio,
Cai do frio,
Cai do leme
Cai do meu coração
Por uma vez, eu digo,
Que eu não te posso beijar,
Que eu não posso ser tua,
Como tu és do meu Olhar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






