Se tudo fosse como o ontem, a vida seria uma injuria do passado que se encontra presa no futuro e interligada ao presente.Não sei como desviar o tempo não tão pouco como apago-lo, sei que esquece-lo é riscar alegrias patentes em rosas e vive-lo e trair o amor da selva perdida. O tempo que não se perde a contar grãos de areia no deserto e não se vive a caçar vitimas desonestas. Ele que não têm hoje mas que amanha pode não existir para alguém como eu e como tu. O tempo que se desperdiça a derramar falsidades pelas ruas suburbanas podia ser usado para o beneficio daqueles que têm pouco. Só quero tempo para aprender a amar, mas não sei se o tempo vai voar para longe de mim .. pois ele é incerto como os sentimentos dos seres humanos.
A vida é um rochedo, uma montanha quebrada no silêncio da solidão, no desespero de aguentar firma e cada segundo. Não é nada além de tudo, é aquilo que recebemos sem nunca termos pedido, aquilo que desejamos prolongar a cada ano. Se tudo fosse apenas uma vida de que valeria sofrer para se poder alcançar a perfeição suprema, não seria egoísta? Só quero poder ser eu a cada instante sem nunca me perder no abismo, o abismo que leva ao fim de mim.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Confissões
O paraíso está assombrado pela brisa do mediterrâneo. As ruas perdem-se em sangue que escorre pela doce mentira dos profetas falsos, o céu será a perdição e o devasso inferno a minha salvação.
Dark Life 1º capitulo
Dark Life*
1º Capitulo
Estaciono o carro no lugar mais perto da clínica psiquiátrica,
passaram dois anos desde a última vez que a vi. Odeio-me por não ter visitado,
odeio ser um fraco e não ter cumprido a promessa que lhe fiz, passo a mão pelo
cabelo e vou em direcção a porta de entrada, abro-o e dirijo-me ao balcão.
-Vinha buscar a minha irmã. – A mulher olha para mim, não é
nada agradável aquele seu olhar, olho em volta e vejo um sítio desagradável para
se habitar, as paredes brancas estão demasiado velhas, a ventoinha do tecto gira
a uma velocidade anormal mas mesmo assim o calor dentro do edifício continua a
ser intolerável.
-Qual o nome dela? – Pergunta a empregada numa voz
arrastada, o seu hálito tem cheiro a uísque ou algo do género, o cabelo preto
tem várias manchas brancas, os olhos negros são demasiados sombrios.
-Abigail Clarke – Digo rápido, se esta parte é assim como
serão os dormitórios? Mais uma vez uma sensação de culpa apodera-se de mim.
Vejo um sorriso aparecer na cara da empregada do balcão.
-Tem uma rica irmã – A voz dela é toda recheada de simpatia
agora. – Ela já vem cá ter, assine aqui por favor. – Assino dois papéis nos
quais eu assumo a responsabilidade, os meus pais deveriam estar aqui, foram
eles que a meteram neste lugar. Saio do balcão e dirijo-me para uma cadeira,
todas elas são velhas, quando me sento numa ela abana. Passo a mão pelo cabelo
e espero ansiosamente que a minha irmã saia para a poder abraçar e leva-la
deste hospício para sempre. Vejo uma rapariga com uma mala a chegar a entrada, vem
dos dormitórios, o cabelo negro é comprido, não é liso nem bem tratado, mas sim
grosso e embaraçado, ela é magra, a sua pele é branca como a nevoa da neve, os
olhos verdes não tem cor assim como os seus lábios que a qualquer momento desaparecerão.
O nariz é pequeno, e as suas bochechas não possuem cor nenhuma, as sobrancelhas
são pretas e volumosas, e sinto o seu olhar preso no meu. É neste momento que
sinto o meu coração despedaçar-se, é ela, a minha irmã, está irreconhecível, parece
morta, as lágrimas começam a rolar pela minha cara, levanto-me e corro para a
abraçar, ela põe os braços a minha volta após uns segundos demorados.
-Abby tive tantas saudades tuas, desculpa por tudo! Eu
adoro-te, desculpa. – O abraço acaba e eu sinto os seus olhos fixos no meu.
-O meu nome é Abigail. – É a única frase que ela diz, e esta
está despromovida de emoção. Pego na mala dela e mantenho-me em silêncio, ela
deve odiar-me, ela esteve dois anos sozinha neste sítio horrível, ela não é
mesma e a culpa é minha.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Solidão
Por vezes percorremos caminhos tão sombrios que só possuem becos sem saída no final do percurso encontramos a ilusão perdida numa névoa de solidão
Dark Life - Prefacio
Este é um livro que eu estou a escrever digam depois o que acham :)
Dark Life
*Prefacio*
Estrela brilha, brilha, por favor, brilha só mais uma vez,
as palavras foram ditas na minha mente, a mente obscura e presa em imagens incompreensíveis
para alguém bom como eu. Olho pela pequena janela da minha pequena sala que
eles teimam em apelidar de meu quarto, as paredes são todas brancas não existe
nada a não ser pela minúscula cama encostada ao lado direito deste sítio negro,
será que é o lado direito? Porque não pode ser o lado esquerdo? Depende da
nossa perspetiva certo? Eu não sou má, digo para mim a cada segundo mas as
imagens da minha mente dizem o contrário, o sangue, não! Tapo os meus ouvidos,
fecho os meus olhos, não me quero lembrar de nada do meu passado. Encosto-me
mais a parede e choro tudo o que posso, o que não é muito pois chorei o dia
todo. Quero sair daqui, este lugar assusta-me tenho medo, quero ir para casa
para perto do meu irmão mais velho, quero abraçar o meu pai e reclamar com ele
por mudar de canal. Quero a minha vida, mas se não a posso ter agora de que
vale viver? Volto a abrir os olhos, olho pela janela minúscula rodeada de
grades e vejo as estrelas na noite, isso apazigua a minha alma começo a dizer
para mim as frases que disse naquela noite de sangue: Estrela brilha, brilha,
brilha mais uma vez, quero ver-te arder nesse inferno de uma vez…
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