sábado, 5 de outubro de 2013

Spirit*


Trovoadas que destroem corações partidos do luar, frases que se perdem no azul dourado do céu, nuvens 
que desenham o calor da atmosfera nos riachos dos sentimentos. É tudo uma parte humana de mim e feita para mim. Natureza queima a alma que emerge a cada facada dentro de mim, não é terrível nem doce talvez meigo ou amargo. Não sei, não quero isso, de que adianta ter alguém que nós protejo exteriormente mas que não sabe, nem imagina, o que acontece dentro do nosso espírito  Ela é feliz, é esse o pensamento que tem quando me vêm passar com um sorriso no meu rosto, quando canto melodias que derramam gargalhadas, quando digo verdades falsificadas por uma piada. Eu não sou assim sempre, não sou a cada instante feliz, não sou, juro que não, mas isso não importa. O importante para mim é deixar um sorriso espelhado no rosto dos meus amigos, deixa-los com recordações harmoniosas sobre mim, de que adiantaria falar sobre todos os problemas que inundam a minha mente? Fazer com que tenham um dia deprimente a ouvir os meus pensamentos de dor e angustia, essa não sou eu, eu sou incapaz de fazer isso, nem que seja para o meu próprio bem. Se o bem existe o mal perde, mas se o mal existe então o bem reina. 




sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Just need fellings*

*Não é o sentimento que preenche a vida, mas sim é ele que destrói com pequenas fagulhas recordações de algo inacabado sobre o amor. Eu não quero viver, nem tão pouco respirar, a vida é uma estrada de paralelos afastados onde eu caminho de saltos super altos, onde eu caio sem segurança onde os golpes ferem e magoam não o corpo mas a alma. Onde estas tu? Eu quero te aqui e agora, preciso que tu preenchas as lacunas do meu sofrimento e da minha terrível alegria, preciso que consertes o meu coração. Eu preciso de ti meu amor, minha vida minha paixão, preciso de ti emoção.




Having feelings hurt more than the lie itself

Lana Del Rey*


Lana Del Rey - Blue Jean


Blue jeans, white shirt
Walked into the room
You know you made my eyes burn
It was like, James Dean, for sure
You so fresh to death
And sick as ca-cancer

You were sort'a punk rock
I grew up on hip hop
But you fit me better than my favourite sweater
And I know that love is mean, and love hurts
But I still remember that day
We met in december, oh baby

I will love you 'till the end of time
I would wait a milion years
Promise you'll remember that you're mine
Baby can you see through the tears
Love you more than those bitches before
Say you'll remember
Oh baby, say you'll remember, Oh baby
I will love you 'till the end of time

Big dreams, gangster
Said you had to leave to start your life over
I was like "no please, stay here"
We don't need no money
We can make it all work

But he headed out on sunday
Said he'd come home on monday
I stayed up waiting, anticipating and pacing
But he was chasing papers
Caught up in the game
That was the last I heard

I will love you 'till the end of time
I would wait a milion years
Promise you'll remember that you're mine
Baby can you see through the tears
Love you more than those bitches before
Say you'll remember
Oh baby, say you'll remember, Oh baby
I will love you 'till the end of time

He went out every night
And baby that's alright
I told you that no matter what you did
I'd be by your side
'Cause I'm "a ride or die"
Whether you fail or fly
Well shit, at least you tried

But when you walked out that door
A piece of me died
I told you I wanted more
But that's not what I had in mind
I just want it like before
We were dancing all night
Then they took you away
Stole you out of my life
You just need to remember

I will love you 'till the end of time
I would wait a milion years
Promise you'll remember that you're mine
Baby can you see through the tears
Love you more than those bitches before
Say you'll remember
Oh baby, say you'll remember, Oh baby
I will love you 'till the end of time











Meramente vida

A vida é uma mera sombra sem sol, sem a luz do luar, sem a névoa do sonho, é aos meus olhos o lugar mais avassalador para se fugir de um eterno precipício. Cair dele nesta vida, levando o céu ao lugar mais assoalhado, vive-la como se fosse minha, mas que não é, pois a alma foi devastada, o corpo transformado e a memoria apagada. É nela que me perco mais ainda, que me refugio num castelo sem tecto, uma ancora que me prende a tristeza da tua perda, que me fecha no lugar sombrio do sótão. Será isto a vida ou apenas uma recordação de uma das outras ? Não sou eu, talvez seja apenas um terço de mim ou apenas uma décima não sei ao certo, mas sei que viver não é um enigma fácil nem uma descoberta como a da índia, é algo mais devasso mais perigo e fortemente assustador. É algo que quero mas que nunca poderei ter. Ou talvez não por agora...



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Time for a life

Se tudo fosse como o ontem, a vida seria uma injuria do passado que se encontra presa no futuro e interligada ao presente.Não sei como desviar o tempo não tão pouco como apago-lo, sei que esquece-lo é riscar alegrias patentes em rosas e vive-lo e trair o amor da selva perdida. O tempo que não se perde a contar grãos de areia no deserto e não se vive a caçar vitimas desonestas. Ele que não têm hoje mas que amanha pode não existir para alguém como eu e como tu. O tempo que se desperdiça a derramar falsidades pelas ruas suburbanas podia ser usado para o beneficio daqueles que têm pouco. Só quero tempo para aprender a amar, mas não sei se o tempo vai voar para longe de mim .. pois ele é incerto como os sentimentos dos seres humanos.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Confissões


O paraíso está assombrado pela brisa do mediterrâneo. As ruas perdem-se em sangue que escorre pela doce mentira dos profetas falsos, o céu será a perdição e  o devasso inferno a minha salvação.



Dark Life 1º capitulo

Dark Life*

1º Capitulo 

Estaciono o carro no lugar mais perto da clínica psiquiátrica, passaram dois anos desde a última vez que a vi. Odeio-me por não ter visitado, odeio ser um fraco e não ter cumprido a promessa que lhe fiz, passo a mão pelo cabelo e vou em direcção a porta de entrada, abro-o e dirijo-me ao balcão.
-Vinha buscar a minha irmã. – A mulher olha para mim, não é nada agradável aquele seu olhar, olho em volta e vejo um sítio desagradável para se habitar, as paredes brancas estão demasiado velhas, a ventoinha do tecto gira a uma velocidade anormal mas mesmo assim o calor dentro do edifício continua a ser intolerável.
-Qual o nome dela? – Pergunta a empregada numa voz arrastada, o seu hálito tem cheiro a uísque ou algo do género, o cabelo preto tem várias manchas brancas, os olhos negros são demasiados sombrios.
-Abigail Clarke – Digo rápido, se esta parte é assim como serão os dormitórios? Mais uma vez uma sensação de culpa apodera-se de mim. Vejo um sorriso aparecer na cara da empregada do balcão.
-Tem uma rica irmã – A voz dela é toda recheada de simpatia agora. – Ela já vem cá ter, assine aqui por favor. – Assino dois papéis nos quais eu assumo a responsabilidade, os meus pais deveriam estar aqui, foram eles que a meteram neste lugar. Saio do balcão e dirijo-me para uma cadeira, todas elas são velhas, quando me sento numa ela abana. Passo a mão pelo cabelo e espero ansiosamente que a minha irmã saia para a poder abraçar e leva-la deste hospício para sempre. Vejo uma rapariga com uma mala a chegar a entrada, vem dos dormitórios, o cabelo negro é comprido, não é liso nem bem tratado, mas sim grosso e embaraçado, ela é magra, a sua pele é branca como a nevoa da neve, os olhos verdes não tem cor assim como os seus lábios que a qualquer momento desaparecerão. O nariz é pequeno, e as suas bochechas não possuem cor nenhuma, as sobrancelhas são pretas e volumosas, e sinto o seu olhar preso no meu. É neste momento que sinto o meu coração despedaçar-se, é ela, a minha irmã, está irreconhecível, parece morta, as lágrimas começam a rolar pela minha cara, levanto-me e corro para a abraçar, ela põe os braços a minha volta após uns segundos demorados.
-Abby tive tantas saudades tuas, desculpa por tudo! Eu adoro-te, desculpa. – O abraço acaba e eu sinto os seus olhos fixos no meu.

-O meu nome é Abigail. – É a única frase que ela diz, e esta está despromovida de emoção. Pego na mala dela e mantenho-me em silêncio, ela deve odiar-me, ela esteve dois anos sozinha neste sítio horrível, ela não é mesma e a culpa é minha.